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diário de gravidez

Se eu tivesse que resumir em uma palavra toda a minha gravidez, com certeza seria "Aventura".

Para quem acompanhou os diários do Primeiro e Segundo Trimestres percebeu que durante toda a gestação eu entrei e saí de períodos de repouso várias vezes.

Porém, mesmo precisando dar uma desacelerada de vez em quando, aproveitei muito esta que foi a aventura mais especial e inesquecível da minha vida, a de gerar outra vida!

Ao invés de ficar me lamentando das condições que me limitavam quando eu sentia que podia eu fazia! Quem me acompanha pelo instagram viu um pouquinho do que compartilhei aproveitando os finais de semana de sol e calor na praia, quando fizemos standup juntos na lagoa (que minha médica não leia isso!), quando viajamos, fizemos nosso chá de fraldas, passeamos bastante, fizemos algumas reformas em casa, pude preparar, decorar e organizar todo o quartinho e enxoval do jeitinho que queria para o meu pequeno, com 8 meses fizemos um ensaio do jeitinho que queríamos em casa para recordar com carinho do meu barrigão e o que mais me preocupava, consegui deixar o meu trabalho 100% ok para poder ter meses de dedicação total ao meu Bento.

Contudo, agora já na metade do nono mês com o bebê crescido e saudável as preocupações com o desenvolvimento dele dão lugar à coisas mais práticas como: Deixar a casa, a vida e a cabeça o mais organizada possível para a rotina dos primeiros dias e meses que deixará tudo de pernas pro ar!

Como uma boa geminiana que sou, me preparei para ter um plano A, B, C e se duvidar até um D em caso de emergência = à sono e cansaço excessivos... Geminianos são pessoas prevenidas e não pessimistas! Mas sabendo que isso não é nada fácil de se aplicar com os primeiros dias de um recém nascido em casa e pais (igualmente geminianos) de primeira viagem, por sugestão de outros casais de amigos que sofreram com essa adaptação inicial na rotina dos primeiros dias, resolvemos nos preparar para uma guerra! Não custa prevenir, o máximo que pode acontecer é a gente ser surpreendido em encarar a nova rotina com naturalidade e mais facilidade que o esperado.

O que fizemos nas últimas semanas para tornar as coisas mais fáceis no nosso dia-a-dia nestes primeiros dias do Bento em casa:

- Abastecer a dispensa com mantimentos não perecíveis, o bastante para não precisar pensar nisso tão cedo apenas reabastecendo semanalmente os mantimentos perecíveis;

- Produtos de limpeza e higiene, principalmente do bebê,  em grande quantidade para que não seja preciso repor estes itens durante as primeiras semanas;

- Refeições e preparações prontas congeladas para facilitar o dia-a-dia;

- Definir, na medida do possível lógico, ideias de refeições que posso "terceirizar" o preparo para o marido entre uma mamada e outra ou cuidados com o pequeno... Como a gente quase sempre durante os 10 anos juntos trabalhou home office, sempre tivemos o hábito de ter cardápio semanal e esse sistema de organização sempre foi super útil e uma mão na roda para quem não tem muito tempo à perder;

- Ter à mão os telefones de farmácias (para saber onde encontrar as primeiras medicações caso seja necessário e não perder tempo rodando entre uma e outra loja) e tele-entregas de comidas que sejam o mais saudáveis possíveis para aqueles dias de exaustão do casal aqui onde cada minutinho perdidos na cozinha podem ser minutos preciosos de sono;

- Tendo a ajuda de alguém em casa, definir as tarefas que devem ser feitas por ambos para que seja realmente uma ajuda e não vá atrapalhar ainda mais a rotina da casa... Quando falo nesta ajuda não falo do "pai ajudante", mas sim de uma terceira pessoa seja ela uma avó ou uma funcionária. Aliás, escrevi neste post aqui sobre isso. Vale a leitura;

- E por fim, ser sincera com as visitas que entrarem em contato sugerindo o melhor horário para visitar o bebê em casa. Óbviamente que as visitas são sempre bem-vindas, ainda mais se feitas no hospital onde os pais estão amparados pelo suporte hospitalar, porém além de fazer bem para o bebê também faz bem para os pais que estarão loucos para apresentar o novo membro da família aos amigos e familiares!

No mais, ao entrar no nono mês (36 semanas) desacelerei totalmente por recomendação da minha médica pois já estou com dilatação e contrações insistentes desde o oitavo mês. Agora, com tudo ok é hora de esperarmos o tempinho dele com toda calma, paciência e atenção que ele merece, curtindo cada minuto destes últimos dias de barrigão sentindo nosso menino aqui grudadinho em mim, sendo grata por todos esses meses de muita aprendizagem e amadurecimento com a melhor aventura e escolha da minha vida, a de ser mãe.

E esta descoberta de um tipo de amor inexplicável e maior do que tudo aquilo que um dia eu imaginei que pudesse sentir na vida e que faz tudo valer a pena? Ah, isso não tem preço! Por isso, com este post agradeço quem me acompanhou até aqui e me despeço com um até logo ou até breve pois vou dar prioridade total para este novo momento, onde eu quero poder dedicar o máximo de tempo para essa imersão de ocitocina e amor que me esperam!

Sem pressa, sem promessas de quando, eu volto para apresentar meu pequeno à vocês!

Até mais,

Beijos meu e do Ben.

Porque Mãe já começa errando! 

Nem tudo são flores, é importante que se diga. Você engravida, organiza tudo com tanto carinho para a chegada daquele serzinho, enxoval, quartinho, a casa, o trabalho, a cabeça, a vida e aí se dá conta de que nada mais é só sobre você e seu filho mas sim sobre você x seu filho x o mundo palpitando! Depois de acompanhar várias amigas sendo mães ouvindo de tudo, e agora com minha própria experiência, resolvi usar este meu espaço para falar e tentar ajudar um pouco sobre o assunto. Acalme-se mamãe, você não é a única nem será a última a ouvir tudo isso! 

Porque Mãe já começa errando… 

A Mãe errou quando decidiu engravidar muito nova, ou muito mais velha.

Errou quando escolheu um ano com surto de zyka vírus e de outras tantas dezenas de vírus espalhados pelo mundo inteiro, é bom que se saliente.

Errou porque engravidou junto com outras colegas do mesmo departamento e imaginem só, sem elas a empresa não sobrevive! Mas ninguém parou pra pensar se cada uma já era tentante há meses ou até anos.

Erra quando não compra um enxoval completo até o primeiro ano da criança ou se comprou roupas de mais, aos olhos dos outros, claro.

Se comprar roupinhas RN então, vai ouvir a famosa frase: - Não compra roupa muito pequena porque eles usam 1x só! A vontade é de comprar logo tamanho 1 ano e de mostrar como ficam lindas num bebê menor que 1 mês…

Erra se engordou demais ou de menos durante a gestação.  As pessoas realmente tem uma necessidade de saber: - Quanto você já engordou? E com a resposta vem a réplica: - Nossa, tudo isso! Fulana engordou só tanto, na minha gravidez engordei só isso…

Aham, sei. Estou interessadíssima em saber… #sqn.

Erra quando diz que prefere que o filho durma no quarto do casal a ter que deixar seu pacotinho no quarto ao lado e levantar-se 17x durante a noite para checar se está tudo bem. Prepare-se porque este assunto deixa qualquer “super-mãe” irada! Certamente irá ouvir: - Não acostuma mal porque depois você não consegue mais tirá-lo do seu quarto!

Erra quando não tem mais paciência pra responder há tantas perguntas questionadoras e com ar de julgamento porque afinal, grávida é um patrimônio público e totalmente ignorante passiva de pena e da opinião alheia de como deverá criar seu filho.

Quer saber qual é o assunto considerado o número 1 do mimimi alheio? Ainda mais se vem de quem se quer passou ainda pela experiência da maternidade ou é homem…  A via de Parto!

A mãe já está errando quando é questionada pelo local que escolheu ter o filho e que tipo de parto ela e o marido decidiram ter, mesmo que este seja o melhor e mais indicado para mãe e bebê porque afinal, ela é q escolheu assim, errado!

Se opta pelo parto normal logo se pensa em dor, mutilação e sofrimento (?)… Se escolhe parto cesárea é porque é uma frouxa cheia de frescura e há quem aposta que vai sair de salto alto da maternidade! Amigo, cortar a barriga em 7 camadas de tecido e músculos, ter a sensação de ter sido cortada ao meio, levar dezenas de pontos e não ter tempo de recuperação de pernas pra cima em meio aos cuidados com um recém nascido é ter muito “culhão” sim senhor! E se a via de parto escolhida for humanizada em casa então? A mãe além de irresponsável só pode ser louca, aos olhos de quem nunca nem sequer leu sobre o assunto para dissertá-lo com tanta propriedade…!

Parto normal, parto cesárea ou parto humanizado: Deixem-a escolher e fazê-lo em paz! Onde está o tal “empoderamento” feminino?!

Imagine então, se soubessem que ela também escolheu entre várias opções a de não se vitimizar e cuidar da sua cria somente com a presença e companheirismo do pai porque né, seja lá ela de primeira, segunda ou terceira viagem ela pode/vai errar seja tentando conciliar a rotina da casa e os cuidados com o bebê e aí precisa de uma outra presença/ajuda feminina porque o “pobre” homem é apenas um cuidador, está ali para figurar e assistir a nova mãe errando e não se pode comparar aos cuidados que uma outra mulher/mãe teria com essa pobre mãe errante… Sem essa de que pai é “ajudante”, ok? Cuidado de pai, assim como mãe, é fundamental e exclusivo sim! Parem de estimular essa cultura de ajudante porque ela é muito mais machista que feminista. E tem mais…

Ao final da jornada que foi a gravidez, a mãe errante ouvirá que seu marido é o máximo, um pai herói que a acompanhou em todas as consultas e ecografias, esteve ao seu lado no momento do parto e que pasmem: - Como ele te ajuda, troca até fralda! Veja só, ele é um verdadeiro herói por trocar fraldas, já a mãe tábua rasa está ali sendo “ajudada” por este ser incrível! E ela segue errando e tentando e errando…

Além do mais, essa mesma mãe vai errar por querer amamentar exclusivamente no peito até onde puder seja lá a forma que escolher se por livre demanda, método easy ou sabe se lá qual for. E se ela não conseguiu amamentar exclusivamente até os seis meses é porque não estimulou, a pega não foi feita da forma certa, o leite era fraco e mimimi… Vai errar porque vai querer que o filho vá para o berçário antes do primeiro ano de vida, errar se deixou o filho na escola e esqueceu de colocar a lancheira dentro da mochila aquele dia, vai errar se não lembrou que é era dia de ir de fantasia para escola e lá foi ele(a) de uniforme, o único da sala!

E se a criança faz aquela ‘cena’ no meio do shopping ou supermercado, se joga no chão, faz cara de coitadinho e tudo? Sempre terá um olhar julgador sobre aquela mãe que errou em não ter educado com eficiência o filho birrento… Mas mal sabe o cidadão que aquela mãe errante está há dias ou semanas sem dormir direito, com mil e um problemas para se preocupar antes da birra do filho que quer o presente caro, e pra ela tanto faz o julgamento alheio. Se quer chorar, que chore. Não vai ganhar e pronto!

E por fim, erra quando não tem respostas tão encorajadoras assim nas conversas com outras mães sobre o desenvolvimento do seu filho pois afinal de contas, seu filho é dali o mais velho mas não sabe contar até 50 de trás pra frente com tanto esmero assim… Ave Maria…!

Porém, as comparações no desenvolvimento das crianças entre “algumas mães”, é bom que se diga assim, começa muito antes… Lá na primeira visita que fazem ao recém-nascido quando comparam o apgar do seu filho ao de outro… A sua recuperação com a da fulana e assim por diante. Tem mães que se julgam e se comparam uma vida inteira, como se isso massageasse o ego. Para mim, uma bobagem sem sentido algum… Deixa essa mãe curtir com romantismo a sua gestação, essa tranquilidade logo dará lugar a dias e noites de preocupação e sono, deixem ela errar e acertar sozinha, é assim que se dá o processo de aprendizagem.

Porque Mãe erra! Leva um tempo pra você aprender a lição… Não importa o quão você vem tentando ser para seu filho, apenas tenha certeza que o melhor que você pode ser está sendo. E no fim das contas, NINGUÉM melhor que MÃE e PAI pra saber o que é melhor pra um filho e mesmo que tenha sido uma gravidez não planejada ela não dá o direito ao outro de se tornar um “consultor especialista na vida alheia” simplesmente porque você já passou pela experiência. 

Não se cobre demais, ouça menos aquilo que não agrega, fazer cara de paisagem ajuda bastante, mas seja humilde e saiba avaliar conselhos valiosos de quem sempre tem uma dica ou sugestão que irá te ajudar sem julgar ou impor…

O que aprendi com a experiência das amigas: Isso passa! Não é preciso provar nada a ninguém, não é uma competição para saber quem é melhor mãe ou o melhor filho. Seja firme nas suas decisões mas não se cobre tanto, a maternidade é um eterno aprendizado, o torne leve e siga em frente!

Ninguém é igual a ninguém, filhos desenvolvidos e criados por uma mesma mãe (nem sempre da mesma forma) se tornam pessoas diferentes com prioridades e objetivos de vida diferentes…  Imagina então querer comparar a sua vida com a do vizinho?

Por isso, se desfaça das amarras e dos modelos “perfeitos”, curta e aproveite cada etapa desta jornada única, transformadora e cheia de aprendizagem porque na verdade, é e sempre será sobre você x seu filho, mais ninguém. 

Antes de qualquer coisa, quero agradecer o retorno que tive contando como foi o Primeiro Trimestre em repouso absoluto na minha gravidez, muito obrigada à todas amigas, conhecidas e pessoas que chegaram até o post no blog e me procuraram por inbox, email e instagram! Fico muito feliz em poder ter ajudado um pouquinho que fosse cada uma que se identificou com meu relato.

Dito isto, vamos ao meu segundo trimestre!

Depois de todos os desconfortos físicos e medos que senti de uma outra perda no primeiro trimestre da gestação, para mim o quarto mês foi um divisor de águas... Me senti muuuito bem, me enchi de ânimo e disposição, tanto que em duas semanas eu  já havia comprado praticamente todo enxoval pela internet e encomendado todo o quartinho do Bento. Com 16 semanas voltei à rotina aos poucos, trabalhando, cuidando da casa, minha familia, dirigindo normalmente, até o quarto dele eu encarei a pintura com o marido mas ainda assim sem minhas habituais atividades físicas de treino.

Enquanto voltava ao trabalho, desenvolvia a nova coleção da 18 55, planejava e organizava tudo para a chegada dele o tempo voou e logo estávamos terminando o quinto mês. O marido teve uma viagem de trabalho a Porto Alegre e minha médica me liberou para acompanhá-lo desde que me comportasse e mantivéssemos repouso sem esforços na casa da minha mãe onde passamos alguns dias. Pensamos ok! Marquei uma ecografia na cidade para fazermos assim que chegasse de viagem para nos certificar de que estava tudo bem e aproveitei para reunir as amigas mais íntimas para um encontrinho que acabou se transformando no Chá de Boas-Vindas do Bento! Foi ótimo, me diverti revendo a família, afilhados e amigas que há meses não via... Bento ganhou vários presentes super úteis e muitas fraldas, retornei para casa um dia após o chá revigorada e com a rotina à mil como já me era de costume.

(Chá de Boas-Vindas do Bento)

(21 semanas - No final do Quinto mês)

Dois dias depois entrando no sexto mês fizemos a morfológica e com resultados super positivos e, nosso pequeno crescendo a cada dia mais e ficando mais gordinho, eu só me enchia de mais confiança e gratidão por ter deixado para trás as incertezas do primeiro trimestre... Foi então que com 23 semanas iniciando o sexto mês numa consulta de rotina minha G.O me pediu que voltasse ao repouso pois ao me examinar percebeu que estava com o que eles chamam de “cólon apagado”. O cólon apagado acontece, normalmente a partir do terceiro trimestre, quando ele se retrai decorrente de inúmeras pequenas contrações de treinamento... Contrações estas que eu realmente não lembro de ter sentido e que aconteceram devido a falta de repouso que eu não fiz nestes dois meses, e cá entre nós eu realmente aprontei porque até me meter a pintar o quartinho eu fiz! Pensei: - Pronto, repouso absoluto novamente até o final da gravidez...

Mas que nada, passei somente as três semanas seguintes mais quietinha evitando a escada de casa e longas caminhadas e logo ela já me liberou um pouco mais para a rotina normal mas nada de excessos e muito esforço. Até porque ele já está de cabeça para baixo desde o quinto mês e a pressão na pelve por excessos físicos pode fazer o cólon dilatar mais facilmente de uma hora para outra causando um parto muito prematuro. Então, não era hora de bancar a Mulher Maravilha mas sim seguir à risca as recomendações médicas, nada de levantar peso, sobe e desce de escadas e etc... Mesmo mais atenta em não cometer excessos físicos continuo trabalhando e produzindo normalmente, dando minhas passeadas quando tenho tempo, aproveitando pra descansar e dormir bastante enquanto podemos (sem nenhuma interrupção! rsrs), registrando o crescimento do barrigão, mudanças no meu corpo e curtindo demais cada fase da preparação com a chegada dele em nossas vidas.

E Renata, o que interessa para os outros se o teu cólon está apagado, aceso ou sei lá o quê?! Lembram que eu falei nas intercorrências que são "normais" da gestação mas que muitas vezes as mulheres não querem dividir por vergonha perdendo a chance de ajudar informando outras gestantes na mesma situação? Então! Eu disse que dividiria tudo por aqui e se com meu relato eu conseguir ajudar ao menos uma futura mamãe, como foi com o primeiro post sobre o assunto, já terá valido a pena a exposição.

Continuando...

(Entenda quando uma grávida responder em Semanas x Meses)

Sobre a saúde e alimentação neste segundo semestre: O único desconforto que me pegou de jeito desde o quinto mês e tem sido diário, principalmente a noite antes de dormir, são as fortes azias mesmo tentando evitá-las com medicação e alimentação fracionadas com curto espaço de tempo. Mas este é um mal estar tão bobo perto de toda satisfação e alegria que eu sinto a cada pequeno chutinho do meu pequeno que realmente não me incomoda tanto assim. Com minha insulina controlada (neste post aqui eu conto sobre como a descobri quase me transformando em diabética), curva glicêmica ótima e peso ok não é uma simples azia que vai me desanimar! Ao todo, desde o início da gestação até o final do segundo trimestre já foram 8 quilos, dentro do previsto e estimado para este período. Lembrando que eu não fiz nenhuma restrição desde o início da gestação, estou de repouso controlado desde então, ou seja sem nenhuma atividade física, e aproveitei com responsabilidade tudo o que quis e quero comer porque sei que assim como pego peso rápido, elimino rápido também quando quero. Por isso, sem neura nenhuma aproveitei cada vontade e desejo. As únicas restrições em virtude da saúde que minha nutricionista me pediu desde o início da gestação foi evitar saladas cruas fora de casa, sushi, maionese caseira, qualquer tipo de chá, chimarrão em excesso, uvas e outras frutas roxas por ter efeito dilatador. Além é claro de evitar o excesso de açúcar, glúten, leite e derivados e nem preciso mencionar nas bebidas alcoólicas que no meu caso enjoei bastante não conseguindo sentir nem o cheiro. No início do terceiro trimestre a lista de restrições aumenta um pouco porque alguns alimentos podem trazer complicações para o bebê mas este é assunto para um próximo post.

Agora já no terceiro trimestre com enxoval comprado, cheirosinho empreguinando todo o quartinho com cheirinho de bebê, malas da maternidade ok e bebê conforto pronto para ocupar seu lugar no carro as preocupações são outras... Não me preocupa mais passarmos do sétimo mês e termos um parto muito prematuro (quando você estiver lendo este post já estaremos quase entrando no 8ª mês) mas em me preparar para a nova rotina e dinâmica que está por vir... Enquanto as pessoas imaginam a ansiedade destas últimas semanas e me perguntam se eu estou muito ansiosa querendo que ele chegue logo, eu só consigo pensar em poder ter ele aqui dentro pelo maior tempo possível o sentindo e protegendo porque sei que daqui a pouco ele não será mais só meu ou nosso, mas sim será criado, desenvolvido e educado para o mundo buscando a vida dele como eu e o pai dele fizemos um dia. É muito louco pensar neste instinto de proteção tão cedo mas acredite, ele existe de um tamanho imensurável!

Daqui a pouco, com 36 semanas volto para contar como está sendo nosso terceiro trimestre nesta reta final!

Até mais,

Beijos meu e do Bento!

Quem me acompanha no Instagram já sabe da novidade: Estou Grávida!

Vou explicar o porquê do meu sumiço por aqui e o que me fez demorar tanto para contar também. Espero que entendam os motivos.

Desde o final do terceiro mês penso se contaria sobre tudo aqui e de como abordaria minha história. Depois de muito pensar e com o incentivo de algumas amigas que passaram por problemas parecidos com os meus resolvi compartilhar e, se meu relato ajudar pelo menos uma futura mamãe ou uma já gravidinha, já terá valido a pena a exposição.

Há 7 anos quando Fabiano (na época ainda namorado) e eu recém morávamos juntos, engravidamos de forma inesperada e descobrimos que a gravidez tinha sido interrompida de forma mais inesperada ainda, tudo ao mesmo tempo durante uma ecografia de rotina. Precisei fazer uma curetagem às pressas e na época tratamos com naturalidade a perda e ficamos agradecidos de ter descoberto há tempo e de não ter causado uma infecção ou alguma complicação maior pelo tempo que a gestação havia sido interrompida (9 semanas) e descoberta.

Deixamos o assunto pra lá, me formei, mudei de emprego, nos mudamos de estado, casamos, construímos casa, família, viajamos e seguimos a vida.

Quando alguém nos questionava a resposta era sempre a mesma: - Daqui uns dois anos, talvez! Mas a verdade é que nos faltava coragem e estes dois anos depois eram sempre adiados por um novo projeto profissional, uma viagem, uma reforma em casa, enfim...

No meio do verão de 2015 mais uma vez aconteceu... Engravidei por descuido e só descobri mais uma vez quando já estava perdendo. Desta vez, já com a vida muito mais organizada, mais maduros e com o relógio biológico já dando sinais de que a hora poderia chegar. Eu repassei várias vezes na minha cabeça o que teria provocado a perda e já imaginava que engravidar outra vez não seria das tarefas mais fáceis para nós. Mas não nos abatemos e seguimos em frente. Depois desta segunda perda começamos a conversar sobre outra opção que tínhamos muito clara, a adoção, porque para nós o amor pode ser gerado de várias formas.

Mesmo assim, enquanto a vontade de ser mãe e pai com todos os medos, anseios de uma nova gravidez interrompida ou todas abdicações iniciais que sabíamos que iríamos enfrentar com a decisão não acontecia, continuamos tocando a vida com a promessa de, sem rodeios, contar um ao outro quando o relógio biológico tocasse, mas já falávamos em começar a investigar as causas das últimas perdas e começar a tentar já em 2016 pois se nos candidatássemos a adoção (um assunto que ainda pensamos com muito carinho) sabíamos que a fila de espera seria demorada.

Em dezembro de 2015 senti que, ok, estava na minha hora e então perguntei ao Fabiano se ele achava que havia chegado a hora dele também e pela primeira vez ele respondeu que sim! Combinamos de eu começar a tomar o ácido fólico no mesmo mês e começar a tentar somente 3 meses depois conforme minha médica havia recomendado, até lá investigaríamos tudo o que pudéssemos e foi o que começamos a fazer. No entanto, no início de fevereiro acebei descobrindo a gravidez já com 5 semanas! Se fizemos festa com a breve gravidez? Claro! Rimos, choramos, vibramos, nunca imaginamos que seria tão rápido, porém sabemos que deveríamos ter esperado os três primeiros meses de ácido fólico... De toda forma, aconteceu antes mesmo do que prevíamos e enquanto fazíamos todos os exames investigativos mantivemos o segredo para a família até quase as 12 semanas.

(Com 12 Semanas)

Com 6 semanas começamos o pré-natal com a mesma médica que havia acompanhado a nossa última gestação no ano anterior. Fiz questão de continuar com ela que é o tipo de profissional que sabe ouvir mas também sabe ponderar, e como é importante essa identificação com o obstetra. Por isso minha dica é: Peça indicações, converse com um, dois ou quantos médicos forem preciso para sentir a segurança e o acolhimento necessários neste momento.

Continuando... Ao fazer a primeira ecografia detectamos um pequeno descolamento de menos de meio centímetro, foi quando minha médica receitou medicação à base de progesterona, pois minha produção é baixa, e repouso, porque o descolamento poderia vir tanto deste déficit de progesterona como também dos excessos de uma rotina acelerada com muita escada no meu dia-a-dia em casa, direção, treinos, surf e etc...

No consultório, olhei para o Fabiano, olhei para ela e disparei:

- Repouso doutora, em pleno calor de fevereiro? Eu tenho uma coleção pra desenvolver, trabalho, treino, tenho minha casa, meus cachorros, passo o dia correndo, acordo às 5h da manhã e não durmo antes da meia noite. Tem certeza que é preciso?

- Sim, este descolamento pode aumentar e desta vez vamos nos agarrar a este bebezinho com nossas seis mãos e com tudo o que ele tem direito. Eu não gosto de prescrever repouso, mas diante do teu histórico é o mais recomendado. Repouse e qualquer novidade me avise imediatamente!

Pensei: Ok, logo esse descolamento some e a vida volta ao normal.

Depois da oitava semana o descolamento realmente sumiu mas mesmo em repouso absoluto e acompanhando a gestação com ecografias de quinze em quinze dias tive 4 episódios de sangramento das 8 às 14 semanas, da metade de fevereiro a metade de abril... Mas com poucos dias em repouso eu entendi a importância dele para nós e cumpri à risca até mesmo exagerando nos cuidados...

Da 6ª à 15º semana foram dois meses de muito medo e incertezas, só quem passa por uma perda prévia sabe do sentimento que estou falando, mas mesmo que meu universo tivesse se tornado da cama ao banheiro, passando os dias deitada, sentindo desde cólicas fortíssimas e anormais aos desconfortos comuns do primeiro trimestre de uma gestação, eu nem pensava em reclamar. Se enjoasse tomava o remédio receitado pela G.O e nem pensava em vomitar ou ficar sem comer, meu filho precisava de nutrientes que o deixassem forte e saudável. Não me importei com nada mais que não fosse nós dois e nossa família e agradeci a Deus com todas as minhas forças por ter descoberto a gravidez no início, por estar próxima de uma médica tão atenciosa que estava pronta a me atender o horário que fosse e pelo meu filho ter um pai tão atencioso, presente e dedicado que deu o seu melhor durante estes dias conciliando o trabalho em outra cidade com os cuidados conosco, com a casa, da rotina com nossos filhos peludos e se desdobrando em tudo sem sequer reclamar um dia que fosse.

Como eu poderia reclamar de passar a maior parte do meu dia deitada se estava protegendo e cuidando do meu bem mais precioso, do melhor presente que Deus poderia ter me abençoado sabendo que este período iria passar em algumas semanas ou meses, se existem várias grávidas que mesmo com dor e limitações não podem parar de trabalhar por muito tempo, tão pouco tem o mesmo previlégio que o meu de poder trabalhar em casa gerenciando a empresa pelo computador? Como eu poderia achar dificuldade em poder me dar este tempo me dedicando a proteger meu pequeno sem pensar nos mínimos afazeres domésticos tendo uma ajudante como a que eu tenho que vem e coloca minha casa no lugar semanalmente. Como eu iria me vitimizar podendo desfrutar de horas de sono e repouso numa cama confortável e todas as mordomias de ter Netflix, tv a cabo e internet à disposição? Como moro longe da maior parte da família, ter a visita do meu pai, da minha irmã e da minha mãe me mimando neste período foi um combustível à mais para seguir com fé acreditando que tudo daria certo, e não havia motivos para desacreditar.

Só depois que estive em repouso e contei para algumas amigas é que descobri que muitas também tiveram que passar por longos períodos de repouso por N motivos ou que o mantiveram até o fim da gestação, porém não compartilharam com as demais. Para mim, ocultando este tipo de informação perde-se a chance de ajudar outras futuras mães que possam vir a passar pela mesma situação. Se meu relato puder incentivar e ajudar a motivar ao menos uma mãe que está passando pelo mesmo que eu passei já fico feliz.

Não dá pra se sentir culpada por algo que foge da nossa vontade, tão pouco ter vergonha de ter tido algum tipo de intercorrência durante a gestação. Se antes não ouvíamos falar tanto destas intercorrências, que são várias (tais como abortos espontâneos, sangramento de implantação do embrião, contração de treinamento, dilatação prévia, IIC, repouso, pressão alta, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional entre tantos outros...), é porque não se tinha informação. Muitas perdas ouveram e muitas mães morriam sem nem que soubéssemos a causa certa. Informe-se, cada gestação é uma gestação, cada organismo reage de um jeito, não compare-se à outras grávidas, não deixe que comparem a sua gestação à outras gestações até porque uma mãe pode ter diferentes tipos de gestações ao longo de anos, e não se sinta “menos mãe” que alguém por não estar tendo uma gravidez tão tranquila quanto gostaria.

Mesmo em repouso, se for possível, não deixe de fotografar mês a mês a barriguinha porque as mudanças no corpo acontecem de forma muito rápida e depois que estiver se sentindo melhor você poderá se arrepender de não ter registrado. E, se você se sentir segura, compartilhe a notícia da gravidez com pessoas que gostem de você. Sempre vai haver uma palavra amiga de incentivo que estimula e ajuda muito neste período. Desde que contamos a notícia, temos recebido tanto apoio e carinho nestes últimos meses que posso afirmar com toda certeza que nunca estive tão feliz pelo amor que nosso pequeno já recebe!

E lembre-se: O repouso além de ser uma precaução ao excesso de esforço físico, é também um remédio poderosíssimo para a imunidade da mamãe e do bebê. Por isso, aproveite este momento de instrospecção quietinha, só de vocês dois, para começar a senti-lo, planejar o quartinho, o enxoval, colocar a leitura em dia com livros sobre a maternidade e só pensar em coisas que façam bem aos dois.

Depois dos vários sustos que passamos no primeiro trimestre, com 15 semanas e mais confiante voltei a rotina devagarinho. Hoje nosso pequeno Bento (que o instinto materno já dizia que era "ele" quando viu o teste de gravidez positivo) já está no sexto mês, saudável e crescendo a cada dia mais!

Em breve eu volto com o relato do nosso segundo trimestre.

Beijos meu e do Bento!

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