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Leite

Há cinco meses quando comecei minha reeducação alimentar, tinha muitas dúvidas e quase nenhum conhecimento sobre nutrição! Para mim, lactose, lactase e proteína do leite não passavam de inofensivos nomes de algum tipo de "nutriente" que havia no leite... Até aprender um pouco mais e conhecer várias pessoas que apresentavam alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose... Com a minha restrição à lactose e algumas amigas-mães confusas por ver seus filhos apresentarem intolerância e alergia a estes tipos de enzimas (que cá entre nós está em tudo!), pedi para minha nutri um artigo dela onde ela explica de forma fácil e objetiva como funciona os processos de intolerância e alergia nestes casos.   

Com a palavra, a nutricionista Especialista em Nutrição Clínica Gabriela Ambrósio Zanoni:

"Com o aumento do consumo de produtos industrializados ricos em aditivos químicos houve consequentemente um avanço na prevalência de alergias alimentares. Muitos sinais e sintomas de desconforto são relacionados ao consumo do leite de vaca e seus derivados."

Vamos entender primeiro a diferença entre alergia e intolerância:

Na alergia ocorre uma reação do sistema imunológico contra as proteínas presentes no leite, ou seja, o organismo reconhece a proteína como um corpo estranho que precisa ser combatido desencadeando reações alérgicas e processo inflamatório.

A intolerância é caracterizada pela dificuldade do organismo em digerir a lactose, açúcar presente no leite, devido à deficiência ou falta da enzima lactase responsável por quebrar a lactose. A diarreia é um dos sintomas mais comuns, não havendo envolvimento do sistema imunológico.

O leite de vaca contém uma proteína chamada betalactoglobulina, que não existe no leite materno e é comprovadamente a mais alergênica principalmente por não termos enzimas que a digerem. As proteínas alergênicas provocam uma inflamação na mucosa intestinal causando alteração na permeabilidade. Com isso ocorre um aumento na absorção de macromoléculas e metais tóxicos. Além de favorecer a má absorção de nutrientes ocorre também uma diminuição na produção de substâncias como serotonina, hormônios e enzimas digestivas.

Algumas alterações relacionadas a alergia tardia ao leite e derivados: otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, aumento da resistência à insulina, aumento na formação de muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, obstipação intestinal, enxaqueca, fadigas inexplicáveis, artrite reumatoide, falta de concentração, hiperatividade, ansiedade e até mesmo depressão.

É importante entender que o processo alérgico tardio não se manifesta pela presença da substância alergênica e sim pelo consumo excessivo por um longo período concomitante ao baixo consumo de nutrientes essenciais favorecendo a ocorrência de manifestações alérgicas.

O segredo para a longevidade com qualidade de vida está em hábitos alimentares com menos produtos industrializados e aditivos químicos e o retorno ao consumo de alimentos mais saudáveis da forma que são apresentados pela natureza. Deve-se respeitar a individualidade bioquímica na qual cada pessoa reage de maneira diferente ao consumir o mesmo alimento".

E então, gostaram da explicação simples e descomplicada da nutri?!

Tem dúvidas ou sugestão de post nutricional? Deixe seu comentário abaixo ou escreva para contato@blog1855.com.br 

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Nutricionista: Gabriela Ambrósio Zanoni
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